A altura vira obra pública
Quem constrói acima do potencial gratuito compra esse direito do município, e o dinheiro vira mobilidade e orla. É esse mecanismo que financia boa parte das obras da cidade.
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Balneário Camboriú é o endereço mais consolidado do litoral catarinense e concentra 8 dos 10 prédios mais altos do Brasil. Reinou no topo do metro quadrado nacional de 2022 até maio de 2026, quando foi ultrapassada por Itapema, e hoje ocupa a terceira posição.
Perder o primeiro lugar não é sinal de crise: a diferença entre as três primeiras colocadas é de poucos reais por metro quadrado. O que a cidade está fazendo agora é outra coisa, e mais interessante: gastando dinheiro para requalificar o espaço público que sustenta o preço que ela conquistou.
Quem constrói acima do potencial gratuito compra esse direito do município, e o dinheiro vira mobilidade e orla. É esse mecanismo que financia boa parte das obras da cidade.
Ler a análise completa →A principal via comercial vai ser redesenhada e as pontas da praia devem virar parques públicos. Está na fase de estudos, bancada pela iniciativa privada.
Ler a análise completa →A Avenida Martin Luther avança até a divisa com Itajaí ao norte, enquanto a Ponte Barra Sul mira a zona sul de luxo. A cidade está costurando o próprio mapa.
Ler a análise completa →Cerca de R$ 15.295 por metro quadrado, segundo o FipeZAP com referência de julho de 2026, o que coloca a cidade em terceiro lugar no Brasil, atrás de Vitória (ES) e Itapema (SC). É uma média da cidade inteira: imóveis frente-mar na Avenida Atlântica e na zona sul ficam muito acima desse valor.
Depende do que você procura. BC oferece o mercado mais maduro e líquido do litoral catarinense, com vida urbana o ano todo e reconhecimento nacional, o que ajuda na revenda. Em contrapartida, tem o maior ticket médio da região (cerca de R$ 4,32 milhões no imóvel novo, segundo a plataforma DWV), então o mesmo capital compra bem mais metro quadrado em Itapema ou Porto Belo. Não existe resposta única: existe encaixe entre objetivo, prazo e capital.
Porque a área central não tem limite de altura em metros. O que existe é uma conta: cada terreno tem um potencial construtivo gratuito, em torno de 2,2 vezes a área do lote, e quem quer construir mais compra esse direito adicional do município, chegando a coeficientes entre 5 e 7 na região central. Somado às regras de recuo, que impedem a construção de se espalhar, o resultado são torres finas e muito altas.
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