Para quem mora fora
Comprar no litoral de Santa Catarina morando fora do Brasil
Você pode comprar, pode fazer isso sem vir ao país, e provavelmente não vai precisar de banco nenhum. O que trava esse processo quase nunca é a lei: é um CPF irregular, um casamento feito lá fora que não foi transcrito, ou dinheiro que entrou no Brasil pelo caminho errado. É disso que esta página trata.
O ponto que muda tudo
Quem mora fora costuma travar no financiamento. Banco brasileiro pede comprovação de renda pela declaração de Imposto de Renda, documentação pesada e, em vários casos, presença física no país para assinar.
Só que a compra na planta no litoral catarinense não passa por banco. A própria construtora parcela: entrada mais parcelas mensais até a entrega da obra, sem análise de crédito brasileira e sem histórico bancário no país. Para quem está fora, isso deixa de ser um detalhe do produto e vira o motivo de ele ser possível.
Some a isso o câmbio: quem ganha em dólar, euro ou iene vai convertendo ao longo de três ou quatro anos de obra, em vez de precisar do valor inteiro de uma vez.
Os seis passos, em ordem
- 01
Confira se o seu CPF está ativo
Brasileiro não perde o CPF por morar fora, mas ele pode ficar irregular por falta de declaração. Sem CPF ativo não se assina contrato nem se registra escritura. Dá para checar e regularizar pelo site da Receita Federal, de onde você estiver.
- 02
Atualize o estado civil
É o passo que mais atrasa negócio e quase ninguém avisa. Casamento feito no exterior precisa ser transcrito em consulado brasileiro, com um regime de bens compatível com a lei brasileira. Sem isso, o cartório trava o registro na hora da escritura.
- 03
Faça uma procuração
É o que permite comprar sem vir ao Brasil. A procuração pública pode ser lavrada no consulado brasileiro do país onde você mora, nomeando alguém de confiança para assinar por você. Vale fazer antes de escolher o imóvel: unidade boa não espera trâmite.
- 04
Escolha o imóvel e reserve
Aqui a distância deixa de ser problema: a ficha, as plantas, a tabela e o vídeo da obra vão por WhatsApp, e a reserva se faz remotamente. O que vale checar com atenção é a construtora e se o empreendimento tem patrimônio de afetação.
- 05
Mande o dinheiro pelo caminho formal
Sempre por instituição autorizada pelo Banco Central, com contrato de câmbio no seu nome. Guarde todos os comprovantes. É o que permite, lá na frente, mandar o dinheiro da venda de volta para fora. Sem esse rastro, o capital fica preso no Brasil.
- 06
Pague em parcelas até a entrega
Entrada mais parcelas mensais direto com a construtora, sem banco e sem análise de crédito brasileira. As parcelas são corrigidas por um índice da construção, então o valor nominal sobe ao longo da obra. Coloque esse reajuste na conta desde o começo.
De onde vem quem nos procura
Recebemos visitas de 33 países. A lei é a mesma para todos: o que muda de um para outro é a moeda da remessa e o horário em que conseguimos conversar.
- Estados Unidos
- É de onde vem o maior volume de visitas de fora, depois do Brasil. Dólar forte contra o real ajuda no momento da remessa, e o fuso de 1 a 5 horas facilita falar em horário comercial dos dois lados.
- Japão
- Comunidade brasileira grande e antiga, e o corredor de remessa em iene é bem estabelecido. O fuso é o desafio: 12 horas de diferença, então combinamos horário fixo em vez de ficar tentando ligar.
- Portugal e Europa
- Euro na remessa e fuso de 4 a 5 horas. Muita gente nessa rota compra pensando em voltar, então a entrega em 2029 ou 2030 costuma casar com o plano de retorno.
- Outros
- Já recebemos gente de 33 países. A regra é a mesma em todos: o que muda é a moeda da remessa e o horário em que a gente se fala.
O erro que aparece anos depois
Mandar o dinheiro por fora do sistema pode parecer mais barato na hora. O problema aparece na venda: o banco vai pedir a documentação de como aquele capital entrou no Brasil, e sem contrato de câmbio a saída trava. Na prática, o dinheiro fica preso no país.
Fazer certo é chato e é rápido: remessa por instituição autorizada pelo Banco Central, sempre no nome de quem vai constar na escritura, e todos os comprovantes guardados. Uma vez organizado, protege a operação inteira.
Perguntas frequentes
Brasileiro que mora no exterior pode comprar imóvel no Brasil?
Pode, sem restrição, e pode fazer isso à distância, sem vir ao país. O que é indispensável é ter CPF ativo, o estado civil regularizado e uma procuração para alguém assinar em seu nome.
Preciso vir ao Brasil para fechar a compra?
Não, se você tiver uma procuração pública lavrada no consulado brasileiro do país onde mora. Ela permite que a pessoa nomeada assine o contrato e a escritura por você. Sem procuração, é preciso estar presente na assinatura.
Consigo financiamento com banco brasileiro morando fora?
É difícil. Bancos tradicionais exigem documentação pesada, comprovação de renda pela declaração de Imposto de Renda e, em vários casos, presença física no país. Por isso a compra na planta direto com a construtora costuma ser o caminho mais simples: ela é parcelada até a entrega e não passa por banco nenhum.
Como mando o dinheiro do exterior para pagar as parcelas?
Por instituição financeira autorizada pelo Banco Central, com contrato de câmbio no nome de quem vai figurar na escritura. Guardar esses contratos não é burocracia inútil: é o que permite repatriar o dinheiro quando o imóvel for vendido.
Quais impostos eu pago sendo não residente?
ITBI na compra (em geral 2% a 3%), IPTU todo ano, 15% retidos na fonte sobre o aluguel bruto e ganho de capital de 15% a 22,5% na venda. As isenções que o residente tem na venda não valem para o não residente.
O que está aberto hoje
85 empreendimentos acompanhados de perto, em cinco cidades do litoral norte. Todos com ficha completa, valor a partir de e prazo de entrega.
Atendemos por WhatsApp em qualquer fuso, e combinamos horário quando a diferença é grande. Conte onde você mora e o que procura, e a gente responde com dado, inclusive quando a resposta é "esse não vale a pena".
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